CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 1508
O credor anticrético responde pelas deteriorações que, por culpa sua, o imóvel vier a sofrer, e pelos frutos e rendimentos que, por sua negligência, deixar de perceber.

 
 
 
Resumo Jurídico

Direito de Passagem: O Que Diz o Código Civil

O Código Civil estabelece regras claras sobre o direito de passagem, um tema fundamental para garantir o acesso a propriedades que, de outra forma, ficariam isoladas. Essencialmente, este direito assegura que um proprietário possa transitar por um terreno vizinho para alcançar a via pública, a água potável ou outro ponto necessário para o uso e gozo de sua propriedade.

O Que é o Direito de Passagem?

O direito de passagem, também conhecido como servidão de passagem, é um direito real que recai sobre um imóvel (o prédio serviente) em benefício de outro imóvel (o prédio dominante). Ele permite que o proprietário do prédio dominante utilize, de forma limitada e necessária, uma parte do prédio serviente para fins específicos.

Principais Aspectos do Direito de Passagem:

  • Natureza do Direito: Trata-se de uma servidão aparente ou não aparente, que pode ser estabelecida por acordo entre as partes (contrato) ou por decisão judicial.
  • Necessidade: O direito de passagem é concedido quando o prédio dominante não possui acesso à via pública, água potável ou outro recurso essencial. A necessidade é o pressuposto fundamental para sua existência.
  • Indenização: O proprietário do prédio serviente tem direito a ser indenizado pela utilização de seu imóvel. O valor da indenização será fixado com base no prejuízo efetivamente causado pela passagem.
  • Extensão da Passagem: A passagem deve ser exercida de forma a causar o menor prejuízo possível ao prédio serviente. A largura, o local e o modo de passagem devem ser definidos de maneira a atender à necessidade do prédio dominante sem onerar excessivamente o prédio serviente.
  • Reconhecimento Judicial: Em casos de discordância entre os proprietários, o direito de passagem pode ser reconhecido e regulamentado judicialmente. O juiz irá analisar a necessidade, a extensão da passagem e o valor da indenização.
  • Extinção da Servidão: A servidão de passagem pode ser extinta em diversas situações, como:
    • Quando a necessidade que a motivou deixar de existir.
    • Por acordo entre as partes.
    • Por abandono da servidão pelo titular.
    • Por reunificação dos prédios dominante e serviente nas mãos do mesmo proprietário.

Em suma, o direito de passagem é um instrumento jurídico que visa a garantir a função social da propriedade, permitindo que imóveis isolados possam ser devidamente utilizados e aproveitados, sempre em observância ao princípio da menor onerosidade para o proprietário do imóvel serviente.